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É comum pressupor que a sexualidade não tem expressão depois dos 50 anos. A partir de preconceitos enraizados há muito tempo, e sendo esta altura muitas vezes coincidente com a menopausa, fase em que acaba a função reprodutora da mulher, acha-se normal deixar este aspeto fundamental da nossa vida para segundo plano. Nada mais errado!
De facto, do mesmo modo que é importante cuidar da saúde , controlar a glicemia, o colesterol, a hipertensão, ter uma alimentação saudável, e fazer exercício físico, também os nossos comportamentos sexuais fazem parte integrante da nossa saúde física, emocional e social.

Realmente, nesta fase de mudança, com a idade a avançar, surgem algumas situações que podem ser mais difíceis de gerir, tais como alguma ansiedade e insegurança perante o envelhecimento, e o surgimento de sintomas como os afrontamentos , suores noturnos, secura da pele e das mucosas, consequentes da diminuição dos níveis de estrogénios naturais na menopausa.

No entanto, já lá vai o tempo em que era normal e que remédio havia senão sofrer e deixar passar o mal-estar. A mulher de 50 anos dos tempos atuais é instruída, cuida-se, conhece o seu corpo (e o do seu parceiro de longa data) mima-se e quer ser mimada.
Apesar desta evidente evolução de mentalidades, na nossa experiência diária enquanto farmacêuticos comunitários, sentimos que estas complicações não são abordadas de ânimo leve e há muito desconhecimento sobre o que fazer ou o que usar para minimizar estes sintomas tão desagradáveis.
De facto, além da terapêutica medicamentosa, existem alternativas capazes de minorar e até de eliminar estes sintomas .
É o caso, por exemplo de diversos suplementos alimentares como:
Suplementos à base de isoflavonas de soja, que são fitoestrógenios, capazes de mimetizar a ação dos estrogénios evitando a sintomatologia da menopausa. São contraindicados, no entanto, em pessoas alérgicas à soja , mulheres que tiverem ou têm risco de ter cancro de mama, e têm algumas interações medicamentosas (com os medicamentos para a tiroide por exemplo).


Durante a menopausa, é ainda muito comum a o surgimento de atrofia vaginal (diminuição da elasticidade da parede vaginal) e baixa lubrificação, o que pode provocar irritações, inflamações e dor durante o ato sexual. Para fazer face a estes problemas, existem produtos de aplicação tópica na zona vulvar e vaginal, que contribuem para maior hidratação e elasticidade da zona íntima, bem como lubrificantes para uso durante a relação sexual, com diferentes cores e sabores, desde o mais simples ao mais arrojado e que poderão acrescentar-lhe muito conforto no seu dia a dia. Além disso, é vantajosa a utilização de produtos de higiene íntima adequados para a esta fase com princípios ativos calmantes e hidratantes, como é o caso do ácido hialurónico e de alguns óleos vegetais com propriedades hidratantes e lubrificantes.

Posto isto, temos de disfrutar da nossa sexualidade com naturalidade.
Se no início da nossa vida a dois, o tempo era para namorar, a vida agitada do jovem adulto pode diminuir o tempo disponível para o casal. Porque não aproveitar uma fase de maior tranquilidade, com menos responsabilidades profissionais e parentais e em que a privacidade e a intimidade estão asseguradas, para fomentar a relação em casal?
Porque não uma saída ao pôr do sol, um creme de corpo perfumado, uma nova lingerie?❤️🔥
Autora: Drª Manuela Viterbo (Farmacêutica)
Segunda a Sexta: 09:00 – 18:00