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A vacinação é a forma mais eficaz e segura de proteger crianças e adultos contra doenças infeciosas ou transmissíveis graves, que podem levar à morte ou deixar sequelas permanentes. Desse modo, as vacinas estimulam o sistema imunitário a produzir anticorpos contra vírus e bactérias sem causar a doença.
A proteção deve começar antes mesmo do nascimento, através da administração de vacinas às grávidas (como a da tosse convulsa), garantindo assim que o recém-nascido tenha alguma imunidade contra doenças graves logo nos primeiros meses de vida.

A maioria das vacinas é administrada no primeiro ano de vida, por dois motivos principais:
-A proteção precoce é mais eficaz,
-Os bebés são particularmente vulneráveis a infeções.
No entanto, a vacinação não é exclusiva das crianças: prolonga-se ao longo de toda a vida, sendo recomendada para todas as faixas etárias.
Foi graças à vacinação que conseguimos controlar doenças como a poliomielite, o sarampo e a rubéola. Assim, com elevadas taxas de vacinação, atingimos a chamada imunidade de grupo, que protege toda a sociedade. Portanto, as vacinas reduzem a probabilidade de infeção, a gravidade da doença e as suas complicações, incluindo casos fatais.
Em Portugal, o Plano Nacional de Vacinação (PNV) define quais as vacinas obrigatórias e os melhores momentos para a sua administração, desde o nascimento. Por isso, as vacinas do PNV são gratuitas para todas as pessoas em território português, independentemente da nacionalidade.
Vacinas incluídas no PNV:
VHB – contra a hepatite B;
Hexavalente (DTPaHibVIPVHB) – contra difteria, tétano, tosse convulsa, doença invasiva por Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite e hepatite B;
Pn20 – contra infeções por Streptococcus pneumoniae (20 serótipos);
Pentavalente (DTPaHibVIP) – contra difteria, tétano, tosse convulsa, doença invasiva por Haemophilus influenzae tipo b e poliomielite;
Td – contra tétano e difteria (reforço);
VASPR – contra sarampo, parotidite epidémica e rubeola;
Men C – contra a doença meningocócica por Neisseria meningitidis C;
HPV9 – contra infeções pelo vírus do papiloma humano (9 genótipos)
BCG – contra a tuberculose (apenas indicada em grupos de risco).
Nota: várias vacinas exigem múltiplas doses e reforços, registados no Boletim Individual de Saúde (cartão de vacinas).

Além do PNV, existem vacinas recomendadas para adultos:
Vacina da Gripe – recomendada anualmente, especialmente a partir dos 60-65 anos, em doenças crónicas debilitantes, como Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), asma, imunodeficiências ou insuficiência renal crónica), grávidas (2º ou 3º trimestre) e profissionais de saúde e cuidadores em contacto com pessoas de alto risco. Deve ser tomada anualmente, durante o período de vacinação, que geralmente se inicia em Setembro. Mesmo que não se enquadre em nenhum destes grupos de risco, qualquer cidadão beneficia desta vacina sazonal;
Vacina da Pneumonia – indicada em todas as idades; previne não só pneumonia, mas também meningite e septicemia. É especialmente recomendada para pessoas ≥65 anos;
Vacina do HPV – incluída no PNV aos 10 anos, mas recomendada até aos 26 anos (rapazes e raparigas). Em certos casos, pode ser administrada até aos 45 anos, prevenindo vários tipos de cancro (colo do útero, vagina, vulva, pénis e orofaringe);
Vacina contra a COVID-19 – apesar de não integrar o PNV, é fortemente recomendada de acordo com faixas etárias e grupos de risco definidos anualmente pela Direção-Geral da Saúde. À semelhança da vacina da gripe, a vacina contra a covid também deve ser tomada anualmente. Mesmo que não se enquadre em nenhum grupo de risco, qualquer cidadão beneficia com a toma desta vacina;
A época vacinal contra a gripe sazonal inicia-se, por norma, em setembro e prolonga-se durante o inverno, de modo a garantir proteção durante o pico da incidência, que ocorre entre dezembro e fevereiro. Em síntese, a vacina demora cerca de duas semanas a conferir imunidade e deve ser administrada anualmente.

As vacinas têm um elevado grau de segurança, eficácia e qualidade, comprovados por décadas de uso em milhões de pessoas.
As reações adversas mais frequentes são ligeiras e transitórias:
-Dor, vermelhidão, calor ou inchaço no local da administração (pode aplicar gelo
envolto num pano);
-Febre ligeira (pode-se administrar Paracetamol);
-Mal-estar ou fadiga;
-Dores musculares ou articulares;
-Cefaleias.
Reações graves são extremamente raras, e os benefícios da vacinação superam largamente os riscos.
Ao vacinarmo-nos, não estamos apenas a proteger-nos individualmente, mas também a reduzir a sobrecarga dos serviços de saúde, a evitar internamentos e tratamentos caros, a diminuir faltas ao trabalho e à escola, e sobretudo a proteger os mais vulneráveis.
O serviço de vacinação existente no grupo de Farmácia do Grupo FarmaAfonso garante a aplicação de vacinas plano de vacinação, com prescrição médica. A vacinação é, por isso, um direito e um dever cívico, essencial para a saúde pública e para o bem-estar coletivo.
Autora: Vera Ribeiro (Farmacêutica)
Segunda a Sexta: 09:00 – 18:00