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A depressão pós-parto é uma condição de saúde mental que afeta algumas mulheres após o nascimento de um filho, caracterizando-se por sentimentos persistentes de tristeza, perda de interesse em atividades diárias e dificuldades em estabelecer vínculo com o bebé. Assim, esta condição pode surgir nas primeiras semanas após o parto e, se não tratada, pode durar meses.
De acordo com estudos, a depressão pós-parto afeta entre 10% e 15% das mães em Portugal. Ainda assim, estima-se que a prevalência seja de 12,4% na semana seguinte ao parto e de 13,7% nos três meses subsequentes.
É importante diferenciar a depressão pós-parto dos chamados “baby blues”, uma condição mais leve e temporária, que afeta cerca 80% das recém-mamãs e desaparece nas primeiras duas semanas após o parto.

A depressão pós-parto resulta de uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais:
–Alterações Hormonais: Após o parto, há uma queda abrupta nos níveis de estrogénio e progesterona, o que pode influenciar o humor.
–Histórico de Depressão: Mulheres com antecedentes pessoais ou familiares de depressão têm maior predisposição.
–Fatores Psicossociais: Falta de apoio familiar, relações conjugais conflituosas, gravidez não planeada e eventos de vida stressantes podem aumentar o risco.
–Complicações Obstétricas: Gravidezes ou partos complicados, bem como o nascimento de prematuros ou múltiplos, são fatores de risco adicionais.

–Tristeza Persistente: Sentimentos de tristeza ou vazio persistente.
–Fadiga Excessiva: Cansaço extremo e falta de energia.
–Alterações no Sono e Apetite: Insónia ou sono excessivo, perda ou aumento de apetite.
–Ansiedade e Irritabilidade: Preocupação constante e irritabilidade sem motivo aparente.
–Dificuldade de Vínculo com o Bebé: Sentimentos de desconexão ou incapacidade de cuidar do recém-nascido.
–Pensamentos Suicidas: Em casos graves, podem surgir pensamentos de autoagressão ou suicídio

O diagnóstico precoce é crucial para o tratamento eficaz. Profissionais de saúde utilizam ferramentas como a Escala de Depressão Pós-Parto de Edinburgh para avaliar a presença de sintomas depressivos.
As opções de tratamento incluem:
–Psicoterapia: Terapias como a cognitivo-comportamental ajudam a modificar padrões de pensamento negativos.
–Medicação: Antidepressivos podem ser prescritos, considerando-se a segurança durante a amamentação.
–Apoio Social: Grupos de apoio e redes sociais proporcionam um espaço para partilha de experiências e suporte emocional.



O suporte de familiares e amigos é fundamental para a recuperação. Assim, iniciativas comunitárias que promovam a inclusão e a socialização podem ajudar a diminuir a sensação de isolamento, criando um sentido de pertença e apoio mútuo.
Em conclusão, a depressão pós-parto é uma condição séria que requer atenção e tratamento adequados. Em Portugal, a consciencialização sobre este tema tem aumentado, permitindo que mais mulheres procurem e recebam o apoio necessário. Se você ou alguém que conhece está a passar por esta situação, é crucial procurar ajuda profissional para garantir o bem-estar da mãe e do bebé.
Nas Farmácias do Grupo FarmaAfonso, encontrará profissionais de saúde dispostos a esclarecer dúvidas que possa ter, sempre com o intuito de que tenha acesso ao tratamento e apoio médico mais adequado.
Autora: Brígida Neves (Técnica de Farmácia)
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