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A Perturbação do Défice de Atenção e Hiperatividade (PDAH) é uma condição neurológica caracterizada por níveis persistentes de desatenção, impulsividade e/ou hiperatividade. Estes comportamentos são mais intensos e frequentes do que o normal para a idade da pessoa e podem interferir significativamente na vida escolar, profissional e social. Embora muitas vezes diagnosticado na infância, sabe-se agora que o PDAH persiste durante a vida adulta.
As causas são multifatoriais, envolvendo predisposições genéticas e fatores ambientais. No cérebro de uma pessoa com PDAH, existem diferenças funcionais e estruturais em regiões, como o córtex pré-frontal, que assim controlam a atenção, a impulsividade e o planeamento.
Além disso, os neurotransmissores (mensageiros químicos do cérebro responsáveis por passar informações entre neurónios), especialmente a dopamina e a norepinefrina, apresentam um funcionamento alterado, afetando a comunicação entre as células cerebrais.
O resultado é uma condição complexa que se manifesta através de comportamentos atípicos e muitas vezes antagónicos aos olhos do observador comum.

Existem vários sinais de alarme nos podem levar a desconfiar que determinada pessoa sofra de PDAH. No entanto, é importante considerar que estes sintomas podem estar presentes em muitos indivíduos saudáveis que não padeçam desta condição. Portanto, se suspeita que pode sofrer de PDAH, deve conversar com o seu médico assistente.
Entre as várias dificuldades comportamentais presentes no PDAH, destacamos como mais frequentes as seguintes:
-Dificuldade em focar em detalhes, cometendo erros por descuido.
-Dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas.
-Sensação de que não está a ouvir quando abordado diretamente.
-Evicção de tarefas que exijam esforço mental prolongado.
-Distração fácil por estímulos externos.
-Inquietação (bate os pés ou as mãos, por exemplo).
-Dificuldade em permanecer sentado.
-Corre ou escala em situações inadequadas.
-Dificuldade em manter-se em silêncio.
-Dificuldade em aguardar a sua vez.
-Dificuldade em ouvir até ao fim, respondendo precipitadamente antes que as perguntas sejam finalizadas.

Na realidade, as dificuldades visíveis nas pessoas com PDAH constituem apenas uma pequena fração dos problemas que enfrentam.
Em 50 a 60% dos casos ocorrem em simultâneo outros distúrbios psiquiátricos ou do desenvolvimento. São exemplos disso a ansiedade, a depressão ou o autismo.
Por outro lado, principalmente no sexo feminino, há a tendência para mascarar sintomas num esforço de integração e correspondência a expectativas sociais. Este fenómeno resulta muitas vezes em burnout e é um dos motivos que leva ao diagnóstico tardio nas mulheres.
Apesar dos grandes progressos registados nos últimos 30 anos, ainda persistem ideias erradas sobre o PDAH. Ao reconhecer o PDAH como um transtorno neurológico legítimo estamos não só a promover maior empatia e compreensão para com estas pessoas, como a facilitar o seu acesso a um diagnóstico e tratamento adequado.

Realidade: Embora a hiperatividade tenha tendência a diminuir com o tempo, o transtorno é considerado crónico, prolongando-se pela vida adulta.

Realidade: O PDAH manifesta-se num espectro, abrangendo pessoas com capacidades cognitivas variadas. A maioria têm inteligência normal ou até acima da média, mas enfrentam dificuldades em estruturar suas atividades e manter o foco.

Realidade: Décadas de pesquisa provaram a existência de alterações no funcionamento cerebral em pessoas com o transtorno, bem como o impacto positivo que a medicação desenvolvida tem na sua qualidade de vida.

Realidade: O PDAH envolve dificuldades reais na regulação da atenção, do comportamento e das emoções, que não são superadas apenas com esforço pessoal.
As especialidades médicas mais indicadas para o diagnóstico são a neurologia e a psiquiatria.
Primeiramente, o diagnóstico é feito por meio de uma avaliação clínica detalhada, levando em consideração vários fatores. Não existe um exame médico ou teste de laboratório específico para diagnosticar o PDAH.

O tratamento geralmente combina medicação e abordagens psicoterapêuticas, sendo assim os medicamentos mais comuns, os estimulantes (como metilfenidato e anfetaminas) e não estimulantes (como atomoxetina). A psicoterapia, particularmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), ajuda no desenvolvimento de habilidades de organização e controle emocional. Além disso, programas de treino parental e apoio escolar também são fundamentais para gestão do transtorno.
Os suplementos alimentares podem ser uma abordagem complementar à terapêutica convencional. Alguns podem ajudar na regulação de neurotransmissores e a melhorar o funcionamento cognitivo. Entre os principais estão:
– Omega 3: Apoia o desenvolvimento cerebral e pode melhorar a atenção.
–Magnésio e Zinco: Podem ajudar a regular a dopamina, um neurotransmissor chave no PDAH.
–Vitamina D e Ferro: Níveis baixos estão associados a maior gravidade dos sintomas.
–Vitamina C e Complexo B: Importantes para a saúde cerebral e a regulação do humor.
–Melatonina: ajuda a regular o sono, melhorando a concentração e humor.
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Autora: Brígida Neves (Técnica de Farmácia)
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